Se lembram do post aonde eu comentei sobre a “beer boot”? Aqui está a prova que eu bebi foi muita cerveja naquele dia. Hohoho!






Se lembram do post aonde eu comentei sobre a “beer boot”? Aqui está a prova que eu bebi foi muita cerveja naquele dia. Hohoho!






Eu ando sem inspiração pra escrever. Assuntos, esses eu tenho aos montes, mas cade animo para escrever? Então eu resolvi escrever um pouquinho sobre tudo que aconteceu comigo nessas duas ultimas semanas.
Semana passada:
1- Estava voltando do trabalho pra casa, na Segunda-feira, e eu geralmente pego o ônibus com uma gorda mal encarada de bengala (que quase sempre pega o ônibus de manhã comigo) e um velhinho, funcionário da lojinha do posto dos correios na Union Street, que é legalmente cego. Eu sempre vou à essa lojinha comprar cartões telefonicos internacionais e acabo conversando com ele sobre trivialidades. Bom, eu sou bicho curioso e sempre fico cheia de perguntas *rolando* pela cabeça, imaginando sobre como deve ser a vida das pessoas com quem esbarro no dia-a-dia… Nesse dia, eu estava sentada perto deles e pude ouvir a conversa deles, que pra minha surpresa, se conhecem do prédio aonde trabalham. O velhinho comentou que estava quase completando um ano de falecimento da esposa, daí a gorda mal encarada comentou que o tempo tava passando muito rápido. Nisso entra um monte de gente no onibus, na estação de Convention Center, na hora em que o velhinho comenta que vai ser avô novamente. Ela não pode escutar, mas eu sim, e isso me fez ter mais afeto por aquele senhor de seus 70 e poucos anos, que vende cartões de telefonia na lojinha da USPS.
2- Terça-feira foi a despedida de um colega de trabalho, Zach, que se mudou para San Diego com a namorada. Logo quando eu comecei lá na empresa, a namorada dele havia se mudado pra California pra estudar. Um dia, ele tava triste e eu perguntei o porquê, já que ele é do tipo super animado e as vezes até meio palhaço. Então ele comentou que achava que iria terminar o namoro, pois a distancia iria atrapalhar. Eu disse que não, que se ele gostasse mesmo dela, a distancia não iria abalar o relacionamento. Dois anos e meio depois, eles estão juntos e felizes.
A despedida foi num pub irlandês lá perto do trabalho (Fadó) aonde bebemos, comemos e lembramos de momentos engraçados com o Zach. Saimos do escritório às 4:00 PM e quando eu sai de lá, as 6:45PM, nego havia começado a tomar ”shots”, que eu experimentei uma vez e detestei. O bom do meu emprego é a camaradagem dos colegas. Eu não sabia que o VP da divisão estaria pagando a conta, então sai pra ir ao ATM da esquina sacar uma graninha. Quando eu volto, um colega meu avisa que foi uma ida à toa, pois a conta estava sendo paga no cartão do VP. Eu avisei que iria embora e foi bom escutar alguns colegas me perguntando se eu estava bem pra voltar pra casa sozinha. Ha! Precisa de mais do que 2 Hefe Weizen e 1 shot de Wild Turkey com Red Bull pra me fazer ficar bebada. Em compensação, se fosse vinho, com 2 taças eu já estaria um lixo. Hehehe.



3- No sábado, eu fui a um dos pubs locais favoritos que eu costumo ir com meu pequeno circulo de amigos, o Feierabend, que é um bierhaus bem aconchegante com comida gostosa e em conta. Fomos comemorar o aniversário do pai de minha amiga Kristen. Eramos 16 ao todo e resolvemos pedir uma beer boot. Eu sei que ao final da noite (que começou às 4:30PM e terminou às 12AM), já haviamos tomado muitas das cervejas oferecidas no seleto cardápio deles. Acabei saindo de lá meio que *borboleteante*, e abrir a porta de casa foi uma das tarefas mais excruciantes que já experienciei…
Esta semana:
Eu tenho voltado pra casa todos os dias em estado de completa exaustão. E olha que nem estou fazendo hora extra! Eu geralmente entro as 9AM e saio as 5:30PM, mas o stress tem sido demasiado e é culpa do novo sistema de payroll que implementamos. Além disso, um novo sistema de HR foi implementado e tudo isso tem sido um pé no saco fenomenal. Highlights da semana:
Durante os anos em que morei em Memphis, eu mais via e ouvia comentarem sobre as derrotas do time, do que realmente escutar algo sobre as vitórias. Hoje, para meu espanto, assisto ao telejornal local e eles falam da derrota que os Sonics sofreram em Memphis, no FedEx Forum, para os Grizzlies, que ganharam de 124 a 100. Ao mesmo tempo em que fico contente, pois amo Memphis e sinto saudades daquela terra quente e úmida, senti um pouco de tristeza, pois estou aprendendo aos poucos a amar Seattle. Sem falar que os Supersonics já estão nessa situação chata, com o novo dono do time ameaçando de mudar a franquia pra Oklahoma se não tiver as exigências dele realizadas pela cidade, então eu me senti um pouco mal por estar contente pelos Grizzlies.
Mas enfim, Grizz papou Squatch hoje, southern style, com bastante blues…
O filho da Dr. Beverly Crusher no seriado Star Trek: The Next Generation? Alguém se lembra do pentelhinho “geeky” Wesley Crusher, interpretado pelo ator Wil Wheaton?
O ator, que dedicou os anos mais recentes à dar voz a personagens de videogames e também a escrever livros, tem um blog e uma conta no Flickr. É tão bom saber que ainda existe “gente normal”, gente como a gente, em Tinseltown! Já estava grilada, pensando que só tem loucos (Dave Chapelle, Michael Jackson e outros piores), fanáticos (Tom Cruise, Kirstie Alley e etc), piranhas (Paris Hilton e cia) e piranhas loucas (Britney Spears, Lindsey Lohan e troupe)… Ufa!
Vale a pena conferir o blog dele!
Ontem eu fui à um encontro da comunidade de brasileiras que moram na região de Seattle. Fui com a Lu S. e a irmã dela, Gabi. O encontro aconteceu no restaurante Old Spaghetti Factory de Downtown Seattle e nós literalmente deixamos o garçon doidinho. Era somente o segundo dia de trabalho dele nesse restaurante e colocaram o pobre coitado para atender uma mesa com 25 brasileiras, que não paravam de falar, rir, gargalhar e tudo ao mesmo tempo.
Adorei conhecer as meninas, nós conversamos muito, rimos muito, trocamos dicas e informações e tiramos muitas, muitas fotos! O resto dos clientes no restaurante não estava entendendo nadinha. Era só aquela barulhada criada pelas várias vozes em português, com variados sotaques (a cariocada era maioria no grupo, yes!), todas muito bonitas e charmosas, modéstia a parte.
Mas pra ser sincera, a parte que eu mais curto é sair de carro com a Lu, porque a gente sempre dá um jeito de se perder (até mesmo com GPS) e uma retruca com a outra, pagando esporros e rindo muito. E dessa vez a gente ainda tinha a Gabi, que se encaixou perfeitamente no estado caótico que se instaura quando eu e Lu estamos juntas. Mas a Lu sabe que eu adoro ela, né? Ou não sabe? Hahahahaha! Somos duas doidas! A Lu M. que o diga!
Umas fotinhos pra vocês verem como foi o nosso “Orkontro” de ontem (Clique nos thumbnails pra aumentar):
Quinta-feira foi um dia em que eu nao estava 100% legal. Acordei com muita dor nos ombros e pescoco, mas resolvi ir trabalhar assim mesmo, ja que teria uma conference call com o time de RH da empresa, com os membros das 4 divisoes. Bom, esperei pra ver se a dor passava, tomei zilhoes de Aleve durante o dia todo e nada da dor melhorar. Resolvi voltar pra casa e descansar. Tomei uma ducha, coloquei pijamas quentinhos e fui deitar, mas quando deu 5:30 PM, a Erin chegou aqui e perguntou se eu queria assistir a Pre-Estreia de “Juno“, pois ela descobriu qual agencia estava fazendo PR pro filme e eles deram tickets de cortesia. Eu estava doida pra ver esse filme, inclusive ja havia colocado na minha lista do Netflix, entao na hora esqueci da dor. Foda-se a dor! Me arrumei em 15 minutos e fomos ao cinema, num strip mall em Aurora Avenue (bem na areazinha sinistra aonde eu e Lu S nos perdemos, em dezembro de 2006, mas isso eh uma longa historia e se eu contar aqui, a Lu vai me matar).
Chegando la, um frio do caramba e eu tinha resolvido usar o sobretudo de la, ao inves do downcoat, fui sem meias nos pes, sem luvas e esqueci o meu guarda-chuva em casa. O resultado foi: frio do caramba, devido ao ventinho do inferno, pes congelando, maos idem e a chuvinha chata que comecou a cair. Claro, pois nao seria Seattle, se nao chovesse assim do nada, pra me emputecer.
Esperamos em fila, quando chegou a nossa vez, carimbaram nossas maos com uma seta azul apontando pra cima. Eu me senti como aqueles nerds que vestem t-shirts “I’m with Stupid”, com a seta apontando pro lado, mas no meu caso era pra cima mesmo… Ganhamos t-shirts promocionais do filme, sentamos num lugar bacana e esperamos por 30 minutos, torturadas pelas “frases” interessantes ditas por artistas famosos, que apareciam na telinha.
Juno comeca interessante e termina maravilhosamente. O elenco parece escolhido a dedo, com atores formidaveis e atuacoes exemplares. A dupla pai e filho de Arrested Development, Jason Bateman e Michael Cera, se reencontra nessa pelicula, mas desta vez em papeis nao relacionados. Jennifer Garner esta otima! O filme, uma producao independente de Ivan Reitman, distribuida pela divisao independente da Fox Studios, a Fox Searchlight, conta a historia da adolescente Juno, 16 anos, criada pelo pai (ex-militar, que agora trabalha consertando ar condionado e aquecimento central) e madrasta bacana (dona de um salao de manicure) e a meia-irma de 5 anos. Juno engravida de Bleek, colega de escola, e resolve dar o bebe para adocao, no caso, o casal Bateman-Garner. O filme explora a gravidez na adolescencia, a maturidade precoce que isso causa e os fortes lacos de familia, alem dos sacrificios que muitas vezes temos que experenciar. Foram duas horas de risos provocados pelas tiradas inteligentes dos personagens, entremeados de Ohhhhs e Awwwwws, causados pelas cenas mais “densas” ou “emocionais” do filme, mas no geral, o filme eh digno do titulo de “melhor producao de 2007″, ja que esse ano teve pouquissimas peliculas que prestassem.
Nos saimos do cinema com sorrisos enormes, escutando todos comentarem que era o melhor filme do ano, e a dor nos ombros e pescoco se tornou suportavel.